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Toledo • PR

Mulher é morta a tiros e corpo é jogado na rua em Cascavel, suspeito ja matou outra companheira

por: Marini

Leitura: 2 minutos

Arsenal de armas e histórico criminal grave vêm à tona após feminicídio no Jardim Belmonte, em Cascavel
Polícia encontrou quatro armas, mais de 650 munições e aponta que autor já havia cometido outro homicídio

Novas informações divulgadas pela Polícia Militar trouxeram à tona detalhes preocupantes após o feminicídio registrado no bairro Jardim Belmonte, em Cascavel, na noite de terça-feira (3). Além da dinâmica violenta do crime, as autoridades revelaram a existência de um arsenal de armas e munições na residência do autor, bem como um histórico criminal grave envolvendo outro homicídio.

A vítima foi identificada como Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos. O crime ocorreu na Rua Serra de Santana e mobilizou equipes de socorro e forças de segurança. Conforme apurado, Ana Rosa estava em um veículo de cor branca, onde teria ocorrido uma discussão com o ex-companheiro, de 48 anos. Durante o desentendimento, ela foi retirada à força do carro e, em seguida, atingida por quatro disparos de arma de fogo, que atingiram a região do abdômen e do tórax. A mulher morreu ainda no local, o corpo foi jogado na rua pelo autor.

Equipes de emergência chegaram a ser acionadas, mas a vítima já não apresentava sinais vitais. A área foi isolada para os trabalhos das autoridades, e o corpo foi recolhido pela Polícia Científica para os procedimentos legais.

Armas e munições apreendidas
Em entrevista, o 2º Tenente Leonardo Brandt informou que, durante buscas realizadas na residência do suspeito, localizada no bairro Morumbi, os policiais localizaram quatro armas de fogo. Entre elas, uma pistola calibre 9mm, uma carabina calibre .22, uma espingarda calibre 12 e uma espingarda de pressão.

Além das armas, foram apreendidas mais de 650 munições intactas de diversos calibres, além de vários estojos já deflagrados. Também foi encontrada a caixa de um revólver calibre .38, que, segundo o próprio suspeito, teria sido a arma utilizada no crime. No entanto, o revólver não foi localizado. De acordo com o tenente, o homem afirmou ter dispensado a arma nas proximidades do local dos disparos, mas buscas realizadas não tiveram êxito.

O suspeito é registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) e possui documentação das armas apreendidas. Ainda assim, o volume de armamento e munições chamou a atenção das autoridades. Segundo Brandt, trata-se de uma quantidade elevada para um único indivíduo, o que gera preocupação.

Histórico criminal
Outro ponto destacado pela Polícia Militar é o passado do autor. Conforme relatado pelo tenente, o homem já respondeu por homicídio há cerca de 25 anos, quando matou uma mulher com um disparo na cabeça. A reincidência em um crime grave contra uma mulher reforça a gravidade do caso e a complexidade das investigações.

Relacionamento e investigação
As apurações indicam que Ana Rosa mantinha um relacionamento com o suspeito há aproximadamente cinco anos. Na noite do crime, uma discussão entre o casal acabou resultando em violência extrema, encerrando de forma trágica a vida da vítima.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que trata a ocorrência, inicialmente, como feminicídio. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime, bem como apurar a origem, regularidade e eventual uso das armas e munições apreendidas.

Informações: Catve

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