A Polícia Civil do Paraná deflagrou na manhã de quinta-feira (12) a Operação Konomashi para combater uma organização criminosa suspeita de furtar camionetes de luxo em diversas cidades do Oeste do estado. A ação mobilizou aproximadamente 60 policiais civis e resultou no cumprimento de mandados judiciais em vários municípios.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Toledo, Cascavel, Guaíra, Iporã, Francisco Alves, Cafezal do Sul e Sarandi.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado é suspeito de envolvimento no furto de mais de 20 camionetes de alto valor na região. Somente os veículos identificados durante a investigação representam um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 milhões.
As investigações tiveram início há cerca de 3 meses e envolveram um trabalho considerado de fôlego por parte das equipes da Polícia Civil. Durante esse período, foram realizadas campanas, monitoramentos e análises que permitiram identificar a forma de atuação da quadrilha.
Segundo o delegado Alexandre Macorim, responsável pela 20ª Subdivisão Policial de Toledo, o grupo tinha como principal alvo camionetes da marca Toyota, que possuem alto valor de mercado. Conforme apurado, os criminosos utilizavam um equipamento adquirido no Paraguai capaz de abrir e dar partida nos veículos, permitindo que o furto fosse realizado em poucos segundos.
Ainda de acordo com a investigação, o grupo utilizava uma estrutura organizada para cometer os crimes. Mulheres atuavam como batedoras, realizando levantamentos sobre as condições de segurança nas cidades. Em seguida, um integrante especializado utilizava o equipamento eletrônico para abrir e ligar a camionete.
Após a subtração do veículo, adolescentes eram utilizados para dirigir os automóveis e realizar o deslocamento até o destino definido pela organização. Parte desses menores já foi localizada e encaminhada às medidas previstas em lei.
Até o momento, 14 pessoas foram presas durante a operação. A intenção das equipes era cumprir 16 prisões, porém dois investigados ainda são considerados foragidos.
De acordo com o delegado, esta é apenas a primeira fase da operação. A Polícia Civil acredita que outras pessoas estejam envolvidas nos furtos e novas medidas judiciais podem ser solicitadas conforme o avanço das investigações.
Durante a coletiva realizada na manhã desta quinta-feira na sede da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, os delegados Alexandre Macorim e Fábio Freire apresentaram detalhes da operação e destacaram a integração entre as forças de segurança. Informações repassadas pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal de Cascavel também contribuíram para o avanço das investigações.
A Polícia Civil segue com as diligências para identificar todos os envolvidos e recuperar veículos que ainda possam estar em circulação.

























