Uma situação envolvendo apostas em jogos on-line e movimentações bancárias supostamente realizadas sem autorização causou revolta entre integrantes de uma família de Nova Santa Rosa. Segundo relato encaminhado a imprensa de Nova Santa Rosa, mais de R$ 35 mil teriam sido utilizados em apostas, transferências e saques, sem o conhecimento da titular da conta.
O caso foi descoberto recentemente, quando a moradora procurou o banco para retirar parte do dinheiro que acreditava ainda estar disponível. Ao consultar o saldo, porém, teria encontrado apenas R$ 1,20 na conta.
Surpresa com a situação, ela procurou familiares, que solicitaram ao banco os extratos referentes aos últimos meses. Conforme os parentes, foram impressas mais de nove páginas de movimentações, com registros que teriam começado ainda no mês de maio.
Entre as operações identificadas estariam pagamentos destinados a plataformas de apostas, incluindo o popularmente conhecido “Jogo do Tigrinho”, além de saques e outras movimentações.
Familiar tinha acesso ao aplicativo bancário
Segundo o relato recebido pelo Portal, a titular da conta possui pouca familiaridade com aplicativos e operações bancárias pelo celular. Por esse motivo, uma pessoa da própria família teria passado a auxiliá-la e mantinha acesso ao aplicativo da instituição financeira.
Os parentes afirmam que as movimentações teriam ocorrido sem o conhecimento e sem o consentimento da titular.
A família relata ainda que parte do dinheiro disponível na conta tinha origem em valores recebidos destinados ao sustento familiar e vinha sendo preservada. A intenção, segundo os parentes, era utilizar os recursos com responsabilidade, inclusive para melhorias na residência e outras necessidades da família.
Foi justamente por acreditar que o dinheiro permanecia guardado que a descoberta do saldo de apenas R$ 1,20 causou surpresa e indignação.
Mais de R$ 35 mil teriam sido movimentados
Os familiares estimam que o valor inicialmente disponível estivesse próximo de R$ 36 mil. Quando tiveram acesso aos extratos, perceberam uma sequência de operações realizadas ao longo de vários meses.
De acordo com o relato apresentado à reportagem, grande parte dos recursos teria sido direcionada para apostas on-line.
A família agora busca esclarecer detalhadamente todas as movimentações e apurar de que forma o dinheiro foi retirado da conta.
Caso chama atenção para acesso a contas bancárias
A situação também serve de alerta para famílias que permitem que terceiros tenham acesso a aplicativos bancários, especialmente quando o titular possui dificuldades para utilizar serviços digitais.
Senhas, códigos de acesso e dispositivos autorizados permitem a realização de transferências, pagamentos e outras operações. Quando houver suspeita de movimentações não reconhecidas, a orientação é procurar imediatamente a instituição financeira, solicitar o bloqueio dos acessos e reunir extratos e comprovantes para eventual registro da ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis.
O Radar preserva a identidade das pessoas envolvidas, principalmente porque as informações apresentadas até o momento são relatos de familiares e documentos bancários que, segundo eles, demonstram as movimentações. A responsabilidade por eventuais operações feitas sem autorização deverá ser apurada pelas autoridades competentes caso o fato seja formalmente denunciado.
Até o momento, não há informação sobre eventual responsabilização criminal, e a pessoa apontada pelos familiares como responsável pelas movimentações também não teve sua versão apresentada à reportagem.



