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Empresa de delivery de lanches em Toledo era fachada para organização criminosa de tráfico de drogas

Juan Matoso

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Empresa de delivery de lanches em Toledo era fachada para organização criminosa de tráfico de drogas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 10 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas por meio de uma empresa de fachada de delivery de alimentos. A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (30) em Toledo, Cascavel, Guarapuava e Goioerê.

A ação teve o apoio de equipes da Polícia Militar do Paraná e contou com um helicóptero da PCPR. Ao todo, os policiais cumpriram 10 mandados de prisão preventiva pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Duas pessoas não foram localizadas e são consideradas foragidas.

Também foram cumpridas nove ordens de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Nos locais foram apreendidas porções de maconha e cocaína, uma arma de fogo, R$ 2,7 mil em espécie e apetrechos para o tráfico de drogas.

A PCPR identificou que a organização criminosa era sediada em Toledo e que realizava o tráfico de maconha e cocaína para a região. Para ocultar a atividade ilícita, utilizava uma empresa de fachada chamada Top Lanches. “Eles realizavam a entrega dos entorpecentes utilizando mochilas e embalagens personalizadas com o logotipo da marca falsa”, explica o delegado da PCPR Leandro Stabile.

O grupo possuía uma organização interna, hierarquia e divisão de tarefas. A investigação apurou que os membros se dividiam em comando, gerência operacional (responsável pela logística, turnos de entregadores, fracionamento da droga e recebimento de valores), contabilidade, arrecadação de valores e distribuição e entrega.

Os pedidos e ordens de entrega eram repassados via aplicativo de mensagens e os entregadores atuavam em turnos com motocicletas. Para ocultar provas, os cadernos nos quais se registrava a contabilidade eram periodicamente destruídos.

“Ao longo das apurações, arrecadamos diversos elementos de prova sobre a prática criminosa. Antes da deflagração da operação, havíamos apreendido drogas e realizado a análise de dados que demonstraram a movimentação de R$ 100 mil oriundos do tráfico”, afirma o delegado.

Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em diligências para capturar os dois foragidos.

PCPR

Juan Matoso

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