Com o programa Um Lugar para Recomeçar, empresa de Toledo vence a categoria Engajamento e Parcerias do prêmio Ações que Inspiram, promovido pelo Fórum Empresas com Refugiados.
A inclusão de pessoas migrantes e refugiadas no mercado de trabalho, quando acompanhada de acolhimento e oportunidades de desenvolvimento, transforma histórias e fortalece empresas. Essa convicção, que integra as práticas de gestão de pessoas da Fiasul, de Toledo, no Oeste do Paraná, ganhou reconhecimento nacional nesta quinta-feira (5), durante o 5º Encontro Anual do Fórum Empresas com Refugiados, realizado em São Paulo.
A empresa conquistou o primeiro lugar na categoria Engajamento e Parcerias, do prêmio Ações que Inspiram, com o programa Um Lugar para Recomeçar. A iniciativa foi reconhecida por articular esforços entre o setor produtivo e organizações da sociedade civil, criando oportunidades de trabalho e integração para pessoas que buscam reconstruir suas vidas no Brasil.
Representando a Fiasul, a gerente de Gestão de Pessoas, Karen Regina Brinker, recebeu a premiação e participou de uma mesa-redonda, compartilhando experiências e práticas desenvolvidas pela empresa.
Criado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o Fórum Empresas com Refugiados completa cinco anos em 2026. Segundo o Monitoramento Anual apresentado no encontro, as empresas participantes registraram 22.656 trabalhadores em regime CLT, crescimento de 33,5% em relação ao levantamento anterior. Atualmente, o Fórum reúne 164 membros.
Um lugar para recomeçar
Na Fiasul, a integração de trabalhadores migrantes e refugiados vai além da contratação. O programa Um Lugar para Recomeçar reúne ações de acolhimento, desenvolvimento profissional e fortalecimento das relações entre pessoas de diferentes culturas.
Desenvolvida em parceria com a Embaixada Solidária e com o apoio do Sistema Fiep, por meio do programa Indústria Acolhedora, a iniciativa considera desafios que ultrapassam o ambiente industrial, como as barreiras do idioma, a adaptação cultural, a moradia e a construção de novas redes de apoio.
A valorização das pessoas migrantes também encontra significado na história de Rainer Zielasko, sócio fundador e CEO da Fiasul. Filho de um migrante alemão e de uma brasileira, o empresário reconhece em sua própria trajetória familiar a importância das oportunidades oferecidas a quem chega a um novo país.
Essa herança se reflete no incentivo à consolidação de práticas de acolhimento na empresa, fortalecendo uma cultura organizacional que reconhece o valor das pessoas, de suas experiências e de suas contribuições.
A integração acontece nas relações
Durante o encontro em São Paulo, Karen Regina Brinker destacou, em sua participação na mesa-redonda, a experiência da Fiasul na construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo.
A proposta da empresa considera que a contratação representa apenas o início de uma relação. Para que a integração aconteça, é necessário oferecer condições para que os trabalhadores compreendam as rotinas, desenvolvam suas habilidades e construam vínculos com colegas e lideranças.
Uma das iniciativas é a parceria com o Sesi Paraná para a oferta de formação em língua portuguesa aos trabalhadores migrantes. O aprendizado do idioma contribui para a segurança, a autonomia e a convivência, dentro e fora da indústria.
Em Toledo, a Embaixada Solidária também desempenha um papel importante nesse processo, aproximando a empresa das famílias e contribuindo para identificar necessidades que ultrapassam o ambiente profissional.
Entre as ações desenvolvidas em parceria está o projeto Lar Solidário, que auxilia famílias migrantes e refugiadas na estruturação de suas casas. A iniciativa reconhece que a estabilidade no trabalho também depende das condições de vida e do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Parcerias que ampliam oportunidades
O reconhecimento conquistado pela Fiasul evidencia a importância de uma atuação conjunta entre empresas e organizações comprometidas com a integração de pessoas migrantes e refugiadas.
Essa articulação também ganha força no Paraná por meio do Hub do Fórum Empresas com Refugiados, criado a partir de uma parceria entre o Sesi Paraná e o ACNUR. A iniciativa aproxima empresas e instituições, promove o compartilhamento de experiências e incentiva práticas de contratação e integração.
Para a Fiasul, participar desse movimento representa a oportunidade de contribuir para que experiências bem-sucedidas possam inspirar outras organizações.
A conquista do prêmio Ações que Inspiram reforça que os resultados da inclusão não devem ser medidos apenas pelo número de contratações, mas também pela permanência dos trabalhadores, pelo desenvolvimento de suas competências e pelas possibilidades de crescimento profissional.
Com o programa Um Lugar para Recomeçar, a Fiasul demonstra que responsabilidade social e desenvolvimento empresarial podem caminhar juntos, especialmente quando o acolhimento se transforma em compromisso permanente.
Porque, para quem precisou deixar para trás uma parte de sua história, encontrar trabalho representa uma conquista. Encontrar pertencimento e condições para construir o futuro é o que transforma uma oportunidade em um verdadeiro recomeço.