Aluno de aviação morre após passar mal durante ritual em escola de voo no Paraná

por: Marini

Leitura: 2 minutos

Um aluno de aviação morreu na tarde de quinta-feira (16) após passar mal durante um ritual realizado em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o ritual ocorreu após Gustavo concluir uma etapa da formação aeronáutica e realizar o primeiro voo solo, uma tradição conhecida em alguns centros de treinamento. Durante a comemoração, foi despejada sobre o aluno uma substância oleosa utilizada em motores de aeronaves.

Pouco tempo depois da aplicação do produto, Gustavo apresentou um grave comprometimento de saúde. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros ainda no local e o encaminharam ao hospital, mas ele não resistiu.

De acordo com o delegado Lucas Petry, responsável pelo caso, testemunhas e o próprio instrutor confirmaram que foi ele quem despejou o óleo sobre o aluno durante o ritual.

Com base nas informações reunidas inicialmente, a Polícia Civil lavrou um auto de prisão em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O delegado explicou que, até o momento, não foram encontrados elementos que indiquem que o instrutor tenha agido com a intenção de provocar a morte da vítima. Por isso, a tipificação inicial foi definida como homicídio culposo, podendo ser alterada conforme o avanço das investigações.

Por se tratar de um crime que admite fiança, foi arbitrado o valor de R$ 3 mil. Após o pagamento, o instrutor foi colocado em liberdade e responderá ao processo.

Investigação busca esclarecer causa da morte

A Polícia Civil requisitou exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para determinar a causa da morte e verificar se existe relação direta entre a substância utilizada no ritual e o óbito.

Os peritos também irão analisar qual era o produto aplicado, a quantidade utilizada, as partes do corpo atingidas e os possíveis efeitos causados pelo contato com a vítima.

Além dos exames, a polícia solicitou imagens do local, documentos e outros materiais que possam auxiliar na investigação. Novas testemunhas, participantes da cerimônia e familiares de Gustavo Henrique de Lara ainda serão ouvidos.

Segundo o delegado Lucas Petry, a apuração seguirá de forma técnica e imparcial, e a responsabilização criminal dependerá do resultado dos laudos periciais e das demais diligências realizadas ao longo da investigação.

Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do Radar B.O.

Compartilhe essa notícia

Assuntos: