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Toledo • PR

Baixa adesão marca greve de caminhoneiros após categoria rachar por causa de pauta política

Juan Matoso

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Baixa adesão marca greve de caminhoneiros após categoria rachar por causa de pauta política

A greve de caminhoneiros convocada para esta quinta-feira (4) registrou baixa adesão em todo o país. O movimento, liderado pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), presidida por “Chicão Caminhoneiro”, acabou rachando a categoria depois que as principais entidades representativas se posicionaram contra a mobilização, apontando que ela tinha caráter político e não tratava exclusivamente das demandas da classe.

A UBC havia apresentado ao governo uma pauta com pedidos como a atualização da tabela do frete, o congelamento de dívidas e a criação de uma aposentadoria especial após 25 anos de trabalho. Apesar disso, o movimento perdeu força quando lideranças importantes, entre elas Wallace Landim, o “Chorão” da greve de 2018, e o deputado Zé Trovão, declararam que não participariam da paralisação.

A divisão se acentuou após o desembargador aposentado Sebastião Coelho, que acompanha o grupo organizador, convocar publicamente uma paralisação em defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A inclusão dessa pauta política provocou rejeição entre os principais sindicatos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTTL) divulgou nota criticando a “manipulação política” do movimento. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Federação dos Caminhoneiros de São Paulo (Fetrabens) também repudiaram a mobilização e informaram que não participariam da greve.

Nas estradas, o impacto foi praticamente nulo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou não ter registrado bloqueios ou interrupções relevantes nos 75 mil quilômetros de rodovias federais monitoradas. O fluxo permaneceu normal durante todo o dia, confirmando a baixa adesão ao movimento e a falta de unidade entre os caminhoneiros.

Com o racha interno e o distanciamento das principais entidades, a paralisação terminou sem efeitos práticos e evidenciou o desgaste provocado pela mistura entre demandas trabalhistas e disputas políticas dentro da categoria.

Megazine News com informações da Gazeta do Povo

Juan Matoso

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