Durante sessão realizada na Câmara de Toledo, o vereador Roberto de Souza (PT) expressou profunda indignação com o recente episódio ocorrido no município de Bananal, interior de São Paulo, em que um cavalo teve suas quatro patas cortadas durante uma cavalgada. O caso foi filmado, ganhou repercussão nacional e foi denunciado como tortura e maus-tratos a animais, além de crime ambiental com agravante de morte.
O vereador ressaltou que não se trata de um caso isolado e que a violência contra animais precisa ser combatida com rigor. “Esta crueldade não pode passar em branco. Precisamos dar nome a esse crime: isso foi tortura”, destacou. Roberto também chamou a atenção para a importância de transformar indignação em ação:
“É urgente reforçar as leis para punir e fiscalizar de forma exemplar. Não dá para aceitarmos maus-tratos aos animais como se fosse algo normal. É preciso que a sociedade cobre justiça.”
Ele compartilhou uma experiência vivida em Toledo, quando encontrou um cavalo em situação de abandono no bairro Pedreira. Alongado na chuva, o animal resgatado — carinhosamente denominado “Pedrita” — foi acolhido por uma clínica veterinária ligada à PUC e restabeleceu sua saúde com apoio da Secretaria de Meio Ambiente. O episódio é uma lembrança clara de que a indignação deve vir acompanhada de soluções locais efetivas.
Roberto concluiu sua fala com um apelo à população:
“Quem me conhece sabe que sempre tive cavalo. Precisamos transformar essa indignação em proteção. Vamos fiscalizar, reforçar as leis, aplicar multas e punir quem maltrata animais — seja cavalo, cachorro ou gato.”
A exposição do vereador reforça a urgência de políticas públicas mais eficientes de proteção animal e maior fiscalização nas ocorrências de crueldade contra seres que não têm voz.
Sobre o caso em Bananal (SP):
- Um jovem de 21 anos cortou as quatro patas de um cavalo durante uma cavalgada, possivelmente após uma cavalgada exaustiva de cerca de 15 km.
- Ele alegou estar embriagado e disse que “cortou por cortar”, o que intensificou a repercussão e revolta pública.
- O crime é investigado como maus-tratos com agravante de morte, previsto na Lei de Crimes Ambientais, com pena entre seis meses e um ano de detenção.
- O autor prestou depoimento e foi liberado, respondendo em liberdade.
A pressão popular, aliada à atuação parlamentar e institucional, é indispensável para evitar que casos tão cruéis se repitam — e para garantir a efetiva proteção dos animais.
Da Redação



















