A Polícia Civil divulgou nesta quarta-feira (25) a atualização dos resultados da Operação Matriosca, deflagrada simultaneamente em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas.
No Paraná, os mandados foram cumpridos nos municípios de Pato Branco, Clevelândia, Mariópolis, Cascavel e Quedas do Iguaçu. As ações contaram com apoio da Denarc (Divisão Estadual de Narcóticos) de Cascavel, Guarapuava, Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão, mobilizando ao todo 170 policiais.
Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva. Desse total, 23 são relacionados diretamente à Operação Matriosca — sendo que uma pessoa segue foragida — e dois referem-se a investigados que já estavam com prisão preventiva decretada. Também foram realizadas três prisões em flagrante, além da lavratura de Termo Circunstanciado.
As investigações tiveram início em agosto de 2025, após uma prisão realizada pela Polícia Civil em Realeza, no Oeste do Paraná. Na ocasião, uma mulher moradora de Pato Branco foi flagrada em um ônibus de linha transportando mais de 2 kg de crack.
De acordo com as apurações, a droga era trazida do Mato Grosso do Sul para o Paraná por mulheres que viajavam em ônibus de linha, muitas vezes acompanhadas dos filhos, com o objetivo de despistar fiscalizações.
A Polícia Civil identificou que o grupo possuía divisão clara de funções. A liderança era exercida por um indivíduo custodiado no sistema prisional do Mato Grosso do Sul. A investigação também apontou que mais da metade da organização era composta por mulheres, que atuavam em funções estratégicas como logística, transporte, distribuição e gestão financeira.
A Operação Matriosca segue com desdobramentos e as investigações continuam para localizar o investigado que permanece foragido e aprofundar a apuração sobre o esquema criminoso.




















