No início da manhã desta terça-feira (21), uma situação de grande comoção foi registrada no bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, quando uma filha encontrou o corpo da própria mãe, Eliete Aparecida Alves, de 50 anos, em avançado estado de decomposição dentro da residência onde morava.
Segundo familiares, a filha estava sem contato com a mãe há cerca de três dias e, ao chegar à residência, se deparou com a cena desesperadora. A equipe do SAMU foi acionada e confirmou tratar-se de óbito natural, possivelmente decorrente de um mal súbito. No entanto, houve desencontro de informações sobre o procedimento correto para a remoção do corpo, gerando transtorno à família.
Inicialmente, o SAMU teria orientado que a família acionasse uma funerária. Ao chegar ao local, a funerária recusou a remoção, alegando que o corpo já se encontrava em estado de putrefação, o que exige a presença do Instituto Médico-Legal (IML).
Por conta deste equívoco, a filha permaneceu ao lado do corpo da mãe por aproximadamente dez horas, das 20h00 às 06h00, até a chegada das equipes responsáveis pela remoção. O IML só pôde recolher o corpo após algumas horas, devido a outras ocorrências, incluindo um confronto armado. O corpo foi encaminhado ao IML de Foz do Iguaçu, onde passará por exames complementares antes de ser liberado para translado.
O episódio evidencia a necessidade de melhor comunicação entre os órgãos de emergência para evitar que famílias enfrentem situações tão traumáticas e de extrema dor.
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