A imagem do satélite GOES-19, disponibilizada pelo Simepar e registrada às 5h50 desta sexta-feira (7), mostra um cenário ainda bastante instável sobre parte da Região Sul. O principal destaque é a presença de áreas de nuvens com grande desenvolvimento vertical sobre o Paraná e regiões próximas, além de uma extensa circulação de nuvens associada a um sistema de baixa pressão sobre o Oceano Atlântico.
As tonalidades em azul, verde e amarelo observadas na imagem representam topos de nuvens muito frios. Quanto mais frios esses topos, maior é o desenvolvimento vertical das nuvens e, consequentemente, maior o potencial para chuva mais intensa, trovoadas e rajadas de vento em alguns pontos.
Sul do Brasil
No Rio Grande do Sul, a imagem indica uma condição mais estável em boa parte do interior, com áreas de nebulosidade principalmente no centro e leste do Estado. O sistema mais organizado já aparece deslocado para o oceano, na altura do litoral entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em Santa Catarina, há maior presença de nuvens principalmente na faixa leste e próxima ao litoral, reflexo da circulação associada ao sistema que está sobre o Atlântico. No interior catarinense, a nebulosidade aparece mais irregular.
O Paraná apresenta a situação mais instável entre os três estados do Sul neste início de sexta-feira. Há uma extensa área de nuvens carregadas atingindo principalmente setores do oeste, centro, sudoeste e parte do norte paranaense.
Paraná começa a sexta-feira com áreas de chuva
A imagem das 5h50 mostra núcleos com topos bastante frios sobre o Paraná e também nas proximidades da divisa com o Paraguai e Mato Grosso do Sul.
Isso indica que há chuva em desenvolvimento em diferentes pontos do Estado, localmente acompanhada por maior intensidade. Em áreas onde aparecem as tonalidades verdes e amarelas, não se descarta chuva forte em curto período, descargas elétricas e rajadas de vento.
Ao longo da manhã, a tendência é de muita nebulosidade e chuva irregular em diferentes setores paranaenses. Como se trata de instabilidade bastante fragmentada, a distribuição não deve ser uniforme: enquanto uma cidade pode registrar uma pancada mais forte, municípios próximos podem ter apenas chuva fraca ou períodos sem precipitação.
Nas regiões centro, oeste, sudoeste e noroeste, a atenção permanece maior nas primeiras horas desta sexta-feira.
Oeste do Paraná segue sob instabilidade
Para o Oeste do Paraná, incluindo a região de Nova Santa Rosa, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Palotina, Cascavel e municípios vizinhos, a imagem do GOES-19 merece atenção.
Há nebulosidade significativa próxima e sobre a região, ligada a uma faixa de instabilidade que se estende também pelo Paraguai. Portanto, mesmo nos locais onde não estiver chovendo no início da manhã, ainda existe possibilidade de novas áreas de chuva avançarem ou se formarem.
A sexta-feira deve ter predomínio de céu bastante nublado no Oeste, com períodos de chuva intercalados por momentos de melhoria. Em alguns pontos, a precipitação pode ocorrer de maneira mais intensa e acompanhada por trovoadas.
Não é possível determinar apenas pela imagem de satélite exatamente em qual município ocorrerá a chuva mais forte, mas o cenário indica que a instabilidade ainda não deixou o Oeste do Paraná.
Nova Santa Rosa e região
Em Nova Santa Rosa e municípios próximos, o início desta sexta-feira deve ser marcado por muita nebulosidade, elevada umidade e possibilidade de chuva a qualquer momento, especialmente durante a manhã.
A presença das áreas de instabilidade nas proximidades recomenda atenção para mudanças rápidas nas condições do tempo. Pancadas localizadas podem surgir em curto espaço de tempo.
Com muita nebulosidade, as temperaturas tendem a subir mais lentamente durante a manhã. A sensação também deve permanecer mais amena em comparação aos últimos períodos de tempo aberto.
O que chama atenção na imagem do GOES-19
Outro ponto bastante evidente é a grande massa de nuvens em formato de circulação sobre o Oceano Atlântico, próxima ao litoral do Sul do Brasil. A configuração é característica da atuação de uma área de baixa pressão já deslocada para o oceano.
Enquanto esse sistema se afasta, a circulação atmosférica ainda influencia parte da região, favorecendo a manutenção de nebulosidade no leste do Sul do Brasil.
Já sobre o Paraná, as nuvens mais frias observadas no satélite mostram que ainda existe energia suficiente na atmosfera para a formação de áreas de chuva nesta sexta-feira.
Para o Oeste paranaense, portanto, o recado para as próximas horas é de atenção: o tempo continua instável, com possibilidade de chuva irregular e, pontualmente, de maior intensidade.





