Exército Brasileiro encerra Operação Paraná IV, que mobilizou mais de 1.300 militares no Oeste do Paraná

por: Juan Matoso

Leitura: 2 minutos

Com um grande simulado de defesa territorial em guerra convencional, o Exército Brasileiro encerrou a Operação Paraná IV, que contou com ações na extensão de seis municípios do Oeste do Paraná.

O trabalho foi coordenado pela 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, com participação de todos os quartéis subordinados. O 34° Batalhão de Infantaria Mecanizado (34° BIMec) de Foz do Iguaçu atuou no apoio logístico do combate fictício.

O exercício exigiu o desdobramento das estruturas de comando e controle na operação, o preparo e a distribuição da alimentação, o suprimento de combustível e munição, o socorro e a manutenção de viaturas, ações de reconhecimento e vigilância dos exploradores e caçadores e o apoio de fogo às peças de manobra da força-tarefa.

No adestramento combinado foram mobilizados 1.326 militares, 256 viaturas, helicópteros e drones de alta tecnóloga. Além de equipes brasileiras, as atividades também tiveram a participação de tropas do Paraguai, reforçando a integração militar na fronteira.

 “O nosso Exército se guia muito pela doutrina do Exército Brasileiro. Muitos instrutores paraguaios passaram pelas escolas brasileiras, então temos uma relação de muita amizade e cooperação”, destacou o comandante da 3ª División de Infantería do Exército Paraguaio, General de Brigada Pedro Martínez.

De acordo com o comandante da 15ª Bda Inf Mec, General de Brigada Evandro Luís Amorim Rocha, as frentes militares do Paraguai e Brasil têm em comum a atuação direta no combate a ilícitos transfronteiriços, como tráfico de drogas e armas com as operações Ágata Basalto, fato que reforça ainda mais a importância do preparo e integração das tropas dos dois países.

“Nesse contexto, o exercício compartilhado faz com que haja um conhecimento mútuo de táticas, técnicas, procedimentos, que consequentemente aprimoram a nossa capacidade operativa na faixa de fronteira”, evidenciou o general.

As tropas envolvidas na operação Paraná IV ocuparam áreas nos municípios de Cascavel, Alto Piquiri, Mirante do Piquiri, Formosa do Oeste, Corbélia e distritos, despertando a atenção de moradores, que foram orientados. As atividades ocorreram sem intercorrências e com respeito aos cidadãos. A próxima edição já está sendo preparada para 2026.

Detalhamento das fases

A Operação Paraná chegou a sua quarta edição neste ano, tendo passado por um processo contínuo de evolução. Nas duas primeiras fases, foram priorizadas ações ofensivas simuladas, já na terceira edição, os trabalhos foram inseridos no escopo da Conferência dos Exércitos Americanos (CEA), ficando em operações de ajuda humanitária e atraiu participantes de vários países do continente.

Em 2025, o exercício retomou seu caráter bilateral e tático. Nessa etapa, as tropas foram desdobradas no terreno, atuando em cenários reais de campo. O ciclo atual reafirma a importância estratégica da integração sul-americana em defesa, especialmente em áreas sensíveis como a fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A integração entre os Exércitos do Brasil e do Paraguai vai além da atividade militar: é um gesto de diplomacia na prática, onde o contato direto entre os oficiais cria vínculos de confiança, respeito e cooperação mútua. De acordo com o General de Divisão Ricardo Nigri, comandante da 5ª Divisão de Exército, a operação permite uma rica troca de experiências, além da absorção de doutrinas e técnicas entre as forças amigas.

Ainda no contexto de cooperação internacional, o Ministério da Defesa do Paraguai receberá do Brasil a doação de 20 veículos blindados do tipo EE-11 Urutu. Os blindados ajudarão a reforçar a frota miliar à disposição do Exército do país.

G Dia

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