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Toledo • PR

Cassação de Dudu Barbosa e Valdomiro Bozó é aprovada por unanimidade na Câmara de Toledo

Marini

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A Câmara de Toledo aprovou em segundo turno, na sessão desta terça-feira (19), a cassação dos mandatos dos vereadores Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL).

Dos 19 parlamentares que compõem o Legislativo, 13 participaram da votação e todos votaram favoravelmente à perda dos mandatos, confirmando de forma unânime a cassação entre os vereadores presentes.

Os dois parlamentares alvos do processo não participaram da votação. Já o presidente da Câmara declarou-se impossibilitado de votar.

Na primeira sessão que analisou o caso, 16 vereadores participaram. Desta vez, apenas 13 estiveram presentes no plenário para a decisão em segundo turno.

Com a aprovação, a publicação oficial da perda dos mandatos deve ocorrer nesta quarta-feira (20). A expectativa é de que os suplentes sejam convocados já na próxima segunda-feira (25).

Pelo MDB, a vaga deverá ser ocupada pelo professor Genário. Já pelo PL, o suplente convocado será Geraldo Weisheimer.

Nesta semana, os dois vereadores foram condenados pela Justiça pelo crime de corrupção passiva. A investigação conduzida pela 4ª Promotoria de Justiça da comarca apontou que os parlamentares solicitaram vantagem indevida de R$ 300 mil a uma empresa do ramo de energia interessada na aprovação de um projeto de lei que tramitava na Câmara Municipal.

A decisão da 1ª Vara Criminal de Toledo, publicada na segunda-feira (18), fixou pena de 7 anos de prisão em regime semiaberto e também determinou a perda do cargo público dos dois vereadores, que haviam sido reeleitos e exerciam novo mandato.

Conforme as investigações, em 31 de outubro de 2024, os vereadores teriam solicitado o valor ao representante da empresa como condição para garantir a aprovação de uma matéria legislativa relacionada à regularização de uma servidão de passagem necessária para a instalação de tubulações destinadas à construção de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco, em Toledo.

A decisão judicial ainda cabe recurso.

Marini

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