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Toledo • PR

Carta ameaçadora com menção ao PCC é achada junto à cabeça de indígena decapitado em Guaíra

Juan Matoso

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Na madrugada de hoje a Polícia registrou um episódio de violência extrema em uma das propriedades rurais invadidas em Guaíra, no Paraná. Um indígena foi encontrado morto. O homem foi decapitado. Ao lado a PM localizou uma moto com placa paraguaia. O corpo foi encontrado a 150 metros do local onde a cabeça foi pendurada, e junto com ela, havia uma carta.

CONTEÚDO DA CARTA

Segundo a descrição dos policiais no Boletim de Ocorrência, o conteúdo apresentava ameaças aos indígenas e também à Força Nacional.

“Aqui é o Bonde 06 do N.C.S.O. Estamos dispostos para eliminar qualquer um que atravessar o nosso caminho, principalmente quem pertence ao P.C.C. Nós sabemos que vocês paraguaio que diz ser indígena, vocês são aliados do nosso principal inimigo, que é o P.C.C. Se vocês não desocupar as terras … nós vamos matar mais de vocês.   Iremos invadir as aldeias já existente, atacaremos o ônibus com vossas crianças dentro, queimaremos vivos. Não é uma ameaça vazia, mas sim recheada com ódio… O próximo ataque será contra contra esse lixo apelidado de Força Nacional. Nós avisou porque nós somos bandido, mas não covarde. Aguarde o próximo capítulo. Vão ter que andar de blindado…”.

A polícia segue investigando.

Outra morte com decapitação já havia acontecido este ano: 

Três suspeitos já haviam sido presos pela Polícia Federal pela morte de um indígena em Guaíra, no oeste do Paraná.

O homem assassinado era da etnia Avá-Guarani e foi encontrado decapitado numa estrada rural que liga a aldeia e a cidade. O corpo dele estava jogado na vegetação nas proximidades do aeroporto, e a cabeça estava exposta em uma estaca.

Segundo a Polícia Federal, os três homens que foram presos também são do mesmo povo e vivem na região. O assassinato aconteceu por causa de uma briga séria entre eles. Os detalhes não foram divulgados, porque a investigação segue em segredo de justiça.

Como a PF não viu relação deste crime com os conflitos por terra que vêm ocorrendo na região, entre indígenas e não-indígenas, o caso foi encaminhado à justiça estadual (Com informações de Agência Brasil).

PMPR

Juan Matoso

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