Avião de empresário de MS é citado em investigação sobre tentativa de contrabando de 189 kg de ouro na Bolívia

por: Marini

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Uma aeronave pertencente ao empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, proprietário do Grupo Dallas Alimentos, foi citada em uma investigação conduzida pelas autoridades da Bolívia sobre uma tentativa de envio ilegal de 189 quilos de ouro para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A carga, avaliada em aproximadamente US$ 25 milhões, foi apreendida no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

Segundo as autoridades bolivianas, um jovem de 22 anos, identificado como Ádrian Lema Roca, foi apontado como responsável pelo transporte do ouro. Ele teve a prisão preventiva decretada por 150 dias e foi encaminhado ao presídio de Palmasola, enquanto o caso segue sendo investigado pelo Ministério Público da Bolívia.

Documentos da investigação apontam que o ouro seria transportado na aeronave PS-ZRZ, pertencente a Valdir Zorzo. O avião teria ingressado na Bolívia após decolar de Campo Grande, com escala em Corumbá. O piloto responsável pelo voo, conforme os registros, seria Jim Clark D’Angelo Macedo, funcionário da empresa do empresário.

A investigação teve início após equipes de segurança do aeroporto identificarem que a documentação apresentada para autorizar a exportação do ouro era falsa. Além do jovem preso, outras cinco pessoas chegaram a ser detidas, entre elas servidores públicos bolivianos suspeitos de facilitar o esquema. Após prestarem esclarecimentos, elas foram liberadas e permanecem sendo investigadas.

O Ministério Público boliviano apura possíveis crimes de contrabando, comercialização ilegal de recursos minerais e enriquecimento ilícito. Também está sob investigação uma empresa sediada em La Paz, suspeita de atuar como fachada para a exportação clandestina do ouro.

Defesa nega participação do empresário

Em nota por meio de seu advogado, a defesa do Grupo Dallas Alimentos afirmou que o empresário Valdir Zorzo não estava na aeronave e que o avião costuma ser disponibilizado para voos fretados quando não está sendo utilizado pela empresa.

Segundo o advogado, toda a operação do voo, incluindo contratos, registros e planos de viagem, era de responsabilidade do piloto. A defesa informou ainda que a aeronave não foi apreendida, já foi liberada pelas autoridades bolivianas e atualmente está em Cuiabá para manutenção de rotina.

O representante jurídico afirmou que a empresa iniciou uma apuração interna para esclarecer os fatos e reforçou que o Grupo Dallas Alimentos “jamais se envolveria em uma operação clandestina”. A empresa informou que colaborará com as autoridades caso seja necessário.

As investigações continuam na Bolívia para identificar todos os envolvidos no suposto esquema internacional de contrabando de ouro.

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