A investigação começou depois que a própria Receita Federal identificou uma diferença entre a quantidade de celulares informada pelo condutor de um veículo apreendido e o número de aparelhos efetivamente recebido pelo órgão.
Ao conferir as mercadorias, servidores constataram que parte dos celulares não havia sido entregue à Receita Federal.
A equipe então analisou imagens das câmeras de segurança do local. Segundo a Receita, as imagens mostraram trabalhadores terceirizados deixando parte dos aparelhos dentro do veículo apreendido, em vez de encaminhá-los com as demais mercadorias para os procedimentos de armazenamento.
Depois, ainda conforme as imagens, outros trabalhadores terceirizados, responsáveis pela vigilância patrimonial, teriam retirado os aparelhos de dentro do veículo.
Diante dos indícios, a Receita Federal comunicou o caso à Polícia Federal (PF) e solicitou a abertura de um inquérito para aprofundar a investigação
Com a atuação conjunta dos dois órgãos, quatro trabalhadores terceirizados foram identificados como suspeitos de envolvimento no esquema.
Segundo a PF, dois deles atuavam na conferência das mercadorias e teriam deixado de registrar determinados produtos nos procedimentos de apreensão. Os outros dois trabalhavam na segurança e teriam retirado os bens posteriormente.
A Receita Federal esclareceu que nenhum dos quatro investigados é servidor público do órgão. Todos são trabalhadores terceirizados que atuavam em atividades de apoio relacionadas à movimentação e à vigilância de mercadorias apreendidas.
Com informações do G1 Paraná.