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Toledo • PR

CHUVA PROVOCA OCORRÊNCIAS E MOBILIZA DEFESA CIVIL EM TOLEDO

por: Marini

Leitura: 3 minutos

Toledo registrou ocorrências em razão da chuva, acompanhada de vento forte, ocorrida na manhã do último domingo (30). A Defesa Civil e outras frentes municipais precisaram intervir nos locais. O estrago mais expressivo foi registrado na propriedade de Eloi Reuter, localizada entre a Linha São Salvador e Cerro da Lola, onde a casa dos funcionários foi quase completamente destelhada. Além da casa, parte do chiqueiro também foi destelhado e uma árvore foi arrancada pela raiz.

O coordenador da Defesa Civil de Toledo, GM Queiroz, explicou que o órgão foi acionado a partir da comunicação feita por um dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) da região. Segundo ele, as equipes foram mobilizadas para verificar os pontos atingidos e iniciar os atendimentos. “Esse conhecimento aconteceu devido a esse núcleo do Nupdec que nós constituímos na cidade e junto ao interior também. O presidente da associação aqui do interior, que seria Cerro da Lola, São Salvador e essa região, nos comunicou pelo aplicativo que nós constituímos. De imediato conseguimos sair, montamos as equipes e viemos realmente ver essa situação que aconteceu aqui”, explicou.

Ocorrências – Na região da Linha São Salvador, Cerro da Lola e Km 41, além da ocorrência mencionada, a Defesa Civil registrou mais cinco destelhamentos parciais, além de quedas de árvores. Na sede do município foram registradas duas quedas de árvores.

Conforme Queiroz, os demais pontos já haviam sido restabelecidos pelos próprios moradores, enquanto a propriedade de Eloi concentrava a situação que demandava atendimento das equipes municipais. “Chegando aqui, a gente se deparou com essa situação. Então, estamos trabalhando para restabelecer essa situação nessa propriedade, que foi a que mais foi atingida. As demais também tiveram intercorrências, mas as pessoas que estavam ao redor tiveram a sensibilidade e já restabeleceram suas casas, seus chiqueiros e esse tipo de situação”, afirmou.

Providências – Uma equipe da Secretaria de Planejamento, Habitação, Urbanismo e Mobilidade foi acionada pela Defesa Civil na manhã desta segunda-feira (31) para realizar as medições e definir a quantidade de telhas necessárias para recuperar o telhado. As telhas serão enviadas pela prefeitura logo na sequência. 

Moradora da propriedade, Maristela de Oliveira contou que a família estava dentro da casa quando o vento aumentou rapidamente. Segundo ela, após a passagem da rajada, a prioridade foi proteger os móveis e os colchões da chuva. “Foi aquele tufo de vento rápido ali e depois passou, daí ficou só uma garoa mais fina. A gente correu pedir ajuda para, pelo menos, cobrir os móveis, porque o telhado em cima não tinha mais o que fazer. Aí cobrimos os móveis, as camas principalmente por causa dos colchões e estamos na luta agora”, relatou.

O morador Ademir Paulo Erbes relatou que a mudança nas condições do tempo ocorreu rapidamente, quando ele retornava para casa para verificar as cortinas do chiqueiro. Segundo ele, a rajada aconteceu em poucos segundos, sem dar tempo para que fossem tomadas outras providências. “Quando eu estava voltando, já estava chovendo. Peguei o carro para vir fechar o de cima e já não deu mais tempo. Cheguei até a metade do caminho, caiu um galho na frente do carro e eu voltei para casa. Quando encostei o carro na garagem, deu aquele estalo e voou o telhado fora. Arrancou simplesmente tudo de uma vez só. Isso não deu dez segundos, aquele estalo lá”, contou.

O proprietário da área, Eloi Reuter, afirmou que os danos se concentraram principalmente na residência dos funcionários e em parte das estruturas da propriedade. Após verificar a situação, ele acolheu os moradores em sua própria casa, onde permanecem enquanto a residência atingida não reúne condições para ser ocupada. “O estrago maior foi na casa. A cobertura foi quase 100%. Nos chiqueiros, foram atingidos os beirais de dois, um não fez nada. Quando cheguei aqui, fui ver e não tinha mais nada na cobertura da casa. Tinha gente lá chorando, então acolhi eles na minha casa. Dormiram aqui, janta, café, almoço vai ser aqui agora, porque não tem como morar ali. Molhou tudo”, relatou.

A Defesa Civil realizou o levantamento da ocorrência e retornou à Prefeitura para dar continuidade às tratativas necessárias ao atendimento das famílias afetadas. Queiroz destacou que a comunicação feita pelos Nupdecs permite ao órgão tomar conhecimento das ocorrências e mobilizar as equipes. “É uma coisa muito genérica, que a gente não sabe onde vai acontecer, mas como temos esses núcleos hoje, as pessoas das associações de bairros e do interior nos passam as informações para a gente, de imediato, buscar o resultado disso. E esse resultado tem que ser o quanto antes, porque não podemos demorar. A gente agora vai tomar as devidas providências para dar um final tranquilo para essas pessoas que foram afetadas por essa rajada de vento, que foi inesperada”, orientou.

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