Um grupo formado por aproximadamente 25 a 30 indígenas ocupou uma área da Fazenda São Paulo, localizada na Linha São Cristóvão, no interior de Terra Roxa, no Oeste do Paraná, na manhã de domingo (16).
A Polícia Militar foi acionada por volta das 11h45 e registrou a ocorrência inicialmente como esbulho possessório.
Ao chegar à propriedade, os policiais encontraram o grupo reunido em uma área de lavoura próxima a aldeias já existentes na região. Conforme o registro policial, alguns integrantes portavam arcos, flechas e facões.
Diante da situação, a ocorrência foi comunicada à cadeia de comando da Polícia Militar e também à Polícia Federal.
Equipes da Polícia Militar, do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), ROTAM e Choque, além de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), acompanharam a situação. O objetivo naquele momento era preservar a ordem e evitar possíveis confrontos.
Não houve informação de prisões ou confronto durante o atendimento.
Fazenda possui cerca de 1,2 mil hectares
A Fazenda São Paulo possui aproximadamente 1,2 mil hectares. Segundo informações divulgadas pelo Sistema FAEP, outra área pertencente à mesma propriedade já estaria ocupada por outro grupo indígena.
Após o episódio de domingo, o Sistema FAEP, que representa produtores rurais do Paraná, divulgou uma nota de repúdio à nova ocupação.
A entidade informou que, juntamente com o Sindicato Rural de Terra Roxa, está prestando apoio ao proprietário da fazenda.
Segundo a FAEP, o produtor registrou boletim de ocorrência e aguarda medidas relacionadas à retomada da área.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, criticou a ocupação e afirmou que episódios dessa natureza provocam insegurança no meio rural.
“Essas invasões não ocorrem por acaso. São atos planejados, que trazem insegurança para os nossos produtores rurais”, declarou o presidente da entidade.
A FAEP informou ainda que continuará acompanhando o caso e defende a reintegração de posse da propriedade.
Caso envolve diferentes órgãos
A situação ocorre em uma região que já registra disputas envolvendo áreas rurais e comunidades indígenas, o que torna necessária a atuação de diferentes órgãos públicos.
Enquanto a Polícia Militar atua na preservação da ordem pública, questões envolvendo povos indígenas também podem demandar acompanhamento da Polícia Federal e da Funai. Eventuais discussões sobre posse, propriedade ou reintegração da área dependem dos procedimentos administrativos e judiciais cabíveis.
Até o momento das informações divulgadas, não havia registro de confronto entre indígenas, produtores rurais ou forças de segurança, nem informação sobre prisões relacionadas à ocupação.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades.

