Em funcionamento desde maio de 2024, o Centro de Reinserção Social de Minga Guazú, a 22 quilômetros da Ponte da Amizade, está no centro de um escândalo no Paraguai.
Nessa quarta-feira (26), pouco depois das 19h, oito presos fugiram da instituição de segurança máxima, considerada a mais moderna do país.
De acordo com as autoridades do país vizinho, pelo menos dois dos oito indivíduos teriam ligação com facções criminosas do Brasil.
A notícia da fuga causou um terremoto político no Paraguai, com questionamentos ao ministro da Justiça, Rodrigo Nicora, e ao ministro do Interior, Enrique Riera.
Ainda na noite de quarta-feira, contudo, agentes da Polícia Nacional localizaram um dos fugitivos, que estava escondido em uma plantação de mandioca. Fredy G.D. foi reconduzido à instituição, enquanto os demais seguem com paradeiro desconhecido.
Unidade-modelo no Paraguai
Conforme o Ministério da Justiça do Paraguai, o Centro de Reinserção Social de Minga Guazú, cujo diretor foi afastado do cargo, ficará sob intervenção pelos próximos 30 dias.
De igual maneira, quatro agentes penitenciários e um funcionário estão detidos sob suspeita de cumplicidade e/ou negligência. Militares escalados para custodiar a área externa passarão pelo teste do polígrafo, também conhecido como “detector de mentiras”.
A fuga em Minga Guazú deixou a região de fronteira em estado de alerta, devido à proximidade com Brasil e Argentina e às possíveis rotas para escapar do Paraguai.
H2FOZ





